terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Um móvel antigo, uma história...


A foto é de uma banqueta antiga, da década de 50 de imbuia maciça que há gerações,pertencia a minha avó. Esta peça faz parte da história afetiva da família e merecia ganhar um lugar de destaque na minha sala.

O post de hoje é em homenagem a minha mãe

"Una mamma italiana é una Benezione di Dio". Com essa frase que eu vi esses dias na televisão, em uma dessas reportagens sobre um bairro italiano em plena Nova York, faço uma homenagem à minha mãe que está se recuperando de uma cirurgia no joelho.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Tendências e Debates

O escritor Alexandre Vidal Porto, na Folha de São Paulo, (Têndencias e Debates, domingo, 15/01), fala da polêmica entrevista do ator Marcelo Serrado à jornalista Mônica Bergamo sobre o seu personagem homossexual Crô, na novela “Fina Estampa”. Há dias que tenho lido vários comentários sobre o assunto, concordo plenamente com a opinião do autor. É lamentável que o grande público não tem acesso e, claro, deste texto que acabo de postar “Marcelo Serrado, o equivocado”. Engraçado? A sua filha (do ator) de sete anos não pode assistir um beijo gay na televisão, mas as filhas dos outros podem?


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Eu assisti e recomendo


A temporada de cinema, (digo, a minha) começou bem em 2012. No domingo fui assistir ao filme alemão Triângulo Amoroso, do mesmo diretor de Corra, Lola, Corra, de Tom Tykwer.

O drama alemão se passa em Berlim e gira em torno do casal formado por Hanna (Sophie Rois) e Simon (Sebastian Schipper)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Inicio de ano


Começo o ano lendo um livro nada menos que Sobre a literatura , título original "Sulla letteratura" de Umberto Eco. Por ser uma obra de muitas páginas, talvez não vou conseguir ler todos os capítulos, de qualquer maneira vou ler os principais escritos do autor, sem contar emoção que me deu –, fiquei feliz de ter começado o ano na companhia dessa leitura que me acompanha nesse começo de ano.

Vou deixar alguns trechos do livro que eu já li:

“Eu escrevo apenas para mim mesmo. Desconfiem de quem diz isso, é um narcisista desonesto e mendaz. Só existe uma coisa que se escreve apenas para si mesmo, e é a lista das compras. Serve para lembrar o que você tem que comprar, e quando as compras foram feitas pode ser destruída, pois não serve para mais ninguém. Qualquer outra coisa que se escreva, se escreve para dizer alguma coisa a alguém”.

“Tenho me perguntado muitas vezes: escreveria ainda se me dissessem, hoje, que amanhã uma catástrofe cósmica destruirá o universo, de modo que ninguém poderá ler aquilo que hoje escrevo?Em primeira instância a resposta é não. Por que escrever se ninguém vai poder ler? Em segunda instância, a resposta é sim, mas somente porque nutro a desesperada esperança de que, na catástrofe das galáxias, alguma estrela possa sobreviver e amanhã alguém possa defifrar os meus signos. Então escrever, mesmo na véspera Apocalipse, ainda teria um sentido”.

“Só se escreve para um Leitor. Quem diz que escreve apenas para si mesmo não é que minta. É assustadoramente ateu. Até mesmo de um ponto de vista rigorosamente laico. Infeliz e desesperado aquele que não sabe se dirigir a um Leitor futuro”.

“Sempre fico contrariado quando me dou conta de que um de meus romances estão chegando ao fim. A tristeza começa quando o romance acabou. O bonito, a verdadeira alegria é viver por seis, sete, oito anos (possivelmente ao infinito) em um mundo que se está construindo pouco a pouco, e que se transforma em seu mundo.”


“Como escrevo? Pelo menos para mim, antes de tudo, para escrever um romance, primeiro lê-se, preenchem fichas, desenham-se retratos de personagens, mapas dos locais e esquemas de sequências temporais. E estas coisas faz-se com caneta, ou com o computador, segundo o momento, o lugar de onde se é, o tipo de narrativa ou de dado que se quer registrar: no verso de um bilhete de trem se a ideia vem em um trem, em um caderno, em uma ficha, com a esferográfica, com gravador, se necessário fosse com suco de amora”.

“Depois acontece-me de jogar fora, arrancar, rasgar, esquecer em algum lugar, mas tenho caixas cheias de cadernos, blocos de páginas de cores diversas, de cartõezinhos, até mesmo de folhas de protocolo”.

“O nome da rosa, em suas versões definitivas, escrevi à máquina. Depois eu corrigia, batia de novo, por vezes colava – no final dei tudo para uma datilógrafa e em seguida ainda corrigi, subsituí, colei. Com a era do computador, as coisas mudam. Você é levado a corrigir ao infinito”.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Brasil comemora 6º lugar entre as maiores economias com grandes desafios à frente


Não tem notícia melhor para brindar o ano que se inícia. Por isso com essa boa notícia desejo a todos os meus leitores e leitoras que me acompanharam ao longo deste ano um Feliz 2012. Espero que daqui há 10 a 20 anos, como afirma Mantega, o Brasil alcance o nível de vida dos europeus, sobretudo na saúde e educação. Brindamos o ano que se inícia!



France Presse
RIO DE JANEIRO, 27 dez 2011 (AFP) -O Brasil comemora, orgulhoso, a conquista da sexta posição entre as maiores economias do mundo, mas especialistas e o governo admitem que o país só conseguirá alcançar os níveis de vida europeus em 20 anos e que ainda há grandes desafios pela frente, como erradicar a miséria.

"Do ponto de vista psicológico, esta é uma vitória de fim de ano fantástica, fora de série", disse à AFP Ricardo Teixeira, professor de administração da Fundação Getúlio Vargas, no Rio.

"Mas não só o Brasil contribuiu para isto. A conjuntura mundial e principalmente a europeia também influenciaram", acrescentou.

Os principais jornais brasileiros comemoraram na capa de suas edições desta terça-feira a notícia de que a economia brasileira deixou para trás a do Reino Unido, situando-se na sexta posição mundial, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

A informação havia sido dada na véspera pelo Centro de Pesquisas em Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês), com sede em Londres.

No entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e o nível de vida dos brasileiros estão muito atrás dos de europeus e americanos.

O Brasil terminará o ano de 2011 com um PIB de US$ 2,5 trilhões contra US$ 2,8 trilhões da França, em quinto lugar. Mas o PIB per capita brasileiro é de US$ 12.900 dólares contra US$ 44.400 da França e US$ 48.100 dos Estados Unidos, primeira economia mundial, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma simulação feita pela agência de classificação de risco brasileira Austin Rating avaliou que em um cenário de crescimento otimista (+6,5% de crescimento ao ano), o PIB per capita do Brasil só alcançará o do gigante britânico em 2028.

O gigante sul-americano ainda tem grandes desafios a superar, como erradicar o analfabetismo, atualizar uma infraestrutura insuficiente, melhorar a saúde pública e acabar com a miséria, que segundo especialistas afeta 16 milhões dos 190 milhões de brasileiros.

"Este anúncio mostra a grandeza do Brasil e demonstra que o país é hoje uma grande potência econômica. Esta melhora do PIB é um reflexo de todas as medidas implementadas pelo país desde o início do Plano Real", criado em 1994 para estabilizar a economia, afirmou Alex Agostini, economista chefe da Austin Rating.

Parte da melhora do PIB do Brasil "se deve ao seu crescimento, parte é resultado do fortalecimento do real e parte é pela crise na Europa; o continente (europeu) terá uma década de crescimento baixo ou nenhum, como o Japão", disse o economista José Márcio Camargo, citado pelo jornal O Globo.

Mas "por outro lado, ainda há muito a fazer; serão necessários 20, 30 anos de ajustes para reduzir as diferenças sociais que existem no Brasil", acrescentou Agostini.

A erradicação da miséria é um dos grandes desafios da presidente Dilma Rousseff, que completa no domingo um ano de governo e que na segunda-feira prometeu que não descansará até alcançar esta meta.

"O Brasil tem uma carga tributária muito elevada, de países desenvolvidos, mas oferece à sociedade serviços públicos, como saúde e educação, do nível de um país subdesenvolvido", lamentou Agostini.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na segunda-feira que o Brasil precisará de 10 a 20 anos para alcançar o nível de vida dos europeus.

"Isto significa que vamos ter que continuar crescendo mais do que estes países (desenvolvidos), aumentar o emprego e a renda da população. Temos um grande desafio pela frente", admitiu.

No entanto, Mantega mostrou-se otimista. "O FMI prevê que o Brasil será a quinta economia (do mundo) em 2015, mas acho que isto ocorrerá antes", disse o ministro, destacando que o Brasil cresce duas vezes mais rápido que os países europeus.

"Por isso, é inexorável que passemos à França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor", afirmou.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Noite de lançamento





Eu (à esq.) e meu irmão Rogério (à dir.) no lançamento do livro de Leonardo Boff, Cristianismo: o mínimo do mímino, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.